Reflexões de dezembro.





O último mês do ano merece ser vivido com toda a intensidade e verdade. Não que os outros meses não sejam necessários, mas dezembro é o mês do balanço anual.

Deixando um pouquinho de lado o balanço anual da nossa empresa ou carreira, parece que fazer um balanço anual pessoal, de certa forma, define como serão as nossas festas. Ah, tudo bem se você é do tipo que não gosta de festas; as pessoas têm maneiras diferentes de comemorar o resultado desse tipo de balanço anual.

Voltando ao que eu dizia: colocar num balanço tudo o que você fez, ganhou ou perdeu, e a maneira como você enxerga tudo isso definirá como serão suas comemorações, para além das religiões, é claro.

Mas antes... eu devo lhe alertar que pode não ser tão agradável quanto sentar-se em uma balança em uma paisagem exuberante enquanto a brisa fresca do verão bate em seu rosto; tá mais para uma roda gigante e gigante no sentido semântico da palavra, cheia de emoções, beleza, mas também medo: medo de que acabe o seu gás, leia-se, energia em posição muito baixa, ou até mesmo, tão alto que você não possa descer sem se arrebentar.

Pensar onde errou não basta; pensar onde errou e se arrepender não basta; pensar onde errou, se arrepender e não se perdoar também não basta. Mas e aí, como colocar as coisas no seu devido lugar para que possamos soltar nossos rojões interiores? Eu diria: no lugar da ação. Agir é tão ou mais poderoso do que refletir, se arrepender, perdoar ou se perdoar.

Entender que errou não é um piano de cauda que carregamos para o resto de nossas vidas. Entendeu que fez merda, se arrependeu, se perdoou? Não faça mais e toque o baile. Você não precisa ficar remoendo lembranças ou situações desagradáveis para não errar novamente. Coloque a situação no lado positivo da balança, porque grande lição você aprendeu e isso vale ouro, tem peso.

Tomou calote da colega? Não empresta mais, seja tempo ou dinheiro, que dá na mesma. E se ela voltar a te pedir, diga apenas: Não. Você não deve explicação a ninguém. Deixe que ela um dia faça o próprio balanço anual e chegue à conclusão de que ela fez merda e o melhor é não repetir. E mesmo que ela repita, você não irá se submeter a nova decepção.

Se perdoar e perdoar é legal... porém não repetir o erro de acreditar na pessoa perdoada é não errar mais consigo. Espero que, no final, as contas do seu balanço pessoal anual sejam muito positivas e tudo se transforme na vontade de comemorar o ano que se foi e todas as oportunidades que ele te deu de acertar e aprender se ferrando.


Que dezembro lhe traga celebrações cheias de luz e alegria.

Com amor, Drika.

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